segunda-feira, 19 de junho de 2017


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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
ANEXO DA RESOLUÇÃO No 30/2011, DO CONSELHO DE GRADUAÇÃO
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INSTITUTO DE ARTES
COLEGIADO DO CURSO DE TEATRO

PLANO DE ENSINO
1. IDENTIFICAÇÃO

COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO SOMÁTICA  II
UNIDADE OFERTANTE: Instituto de Artes - Curso de Dança
CÓDIGO: IARTE - 44031
PERÍODO/SÉRIE: 3º período
TURMA: Y
CARGA HORÁRIA
NATUREZA
TEÓRICA: 15h

PRÁTICA: 15h

TOTAL: 30h
OBRIGATÓRIA: ( X )
OPTATIVA: (  )
PROFESSORA: Renata Bittencourt Meira
ANO/SEMESTRE: 2017 I
OBSERVAÇÕES:

2. EMENTA
O corpo como experiência e a poética do espaço. Organização corporal e fluxo de movimento.

3. JUSTIFICATIVA
O conteúdo central deste componente curricular é o conhecimento somático engendrado no trabalho técnico e criativo em dança. Para isto, a disciplina reconhece, valoriza e trabalha com as práticas e referências de dança dos estudantes aportadas no contexto cultural  local e regional. Este material técnico e estético traz para sala de aula as danças urbanas, referências de danças tradicionais, o trabalho desenvolvido nas academias de dança da cidade e danças que são oferecidas comercialmente para a comunidade. Por outro lado, a disciplina se propõe a desenvolver o conhecimento somaestético na perspectiva da experiência, da reflexão intelectual e em processos de criação. A abordagem visa traçar pontes para unificação destes dois campos do conhecimento em dança, um trazido da comunidade pelos estudantes e outro proposto pelo curso como conhecimento específico e acadêmico experimental nas artes do corpo. Esta proposta pretende contribuir com a consolidação de um conhecimento sólido e significativo que contribua para a competência esperada do egresso do curso de atuação em pesquisa, criação e produção artística (PPP, p. 18).
Colocando-se no conjunto das disciplinas ofertadas, os estudos em Educação Somática II incluem leituras e escritas que transitam entre a experiência vivenciada e o conhecimento adquirido. Com isto, colabora na execução dos objetivos do curso, em especial, a criação cênica, a dinamização das manifestações cênicas da região, a formação técnica-reflexiva do bailarino e a perspectiva “interdisciplinar e específica do intérprete, por meio de uma equilibrada relação entre fundamentação teórica e experiência prática, que considere o caráter híbrido da criação implícito ao próprio campo de formação” (PPP, p. 19).
Dentro do Projeto Semestral do Curso de Dança, a disciplina Educação Somática II se articula com as ideias de inventário e dramaturgia. Nesta disciplina o Inventário é um instrumento de averiguação de mudanças e também uma forma de revisitar as experiências em dança. Utilizado pela Eutonia, é uma forma de percepção somática auto consciente (SHUSTERMAN, 2012, p. 100 e 101) e orientada que permite a comparação do estado corporal em momentos distintos da vivência. Assim é feito um balanço de como cada um sente seu corpo antes e depois de práticas de sensibilização e de criação. Ainda dentro da noção de Inventário, a disciplina Educação Somática II, tem dentre seus objetivos o estudo somático do repertório dançado de cada estudante, ou seja, a experiência anterior e as propostas criativas em dança serão revisitadas por meio da reflexão somaestética como meio para estudar os diferentes níveis de consciência  (SHUSTERMAN, 2012, p. 98 a 101) que a abordagem somática envolve. A dramaturgia se apresenta nas atividades de experiências criativas como ligação entre a percepção de si, da prática em educação somática e as práticas de composição. Os estudos somáticos passam, portanto, pela criação de movimentos tendo como base a percepção de si, do espaço e dos outros.
4. OBJETIVO
Objetivo Geral:
Conhecer o movimento na perspectiva somática de modo a criar caminhos próprios de criação em dança e de renovação e ressignificação de danças engendradas culturalmente.

Objetivos Específicos:
Conhecer as posições de equilíbrio, os jogos de agonistas-antagonistas, as posturas e as diversas atitudes corporais em relação ao espaço.
Buscar um maior grau de liberdade estrutural, expressiva e funcional dos movimentos.
Sensibilizar a pele como órgão de sentido envolvido no movimento.
Relacionar o potencial perceptivo com a dinâmica do movimento.

5. PROGRAMA
As unidades apresentadas organizam os conteúdos mobilizados na disciplina, entretanto, não indicam uma ordem cronológica nem uma hierarquia de conhecimentos. O modo de desenvolvimento deste conteúdos será estabelecido na dinâmica de grupo dos participantes da disciplina (estudantes e docente)
Unidade I _ Práticas de percepção corporal, improvisações orientadas, leituras e debates que levem a cada um a conhecer e desenvolver condições e estratégias para a pesquisa de movimento no cruzamento entre percepção de si e reconhecimento de práticas em dança. Exploração de práticas para desenvolver o trânsito entre a observação e a reflexão somaestéticas (Shusterman, 2012, p. 100)
Unidade II _ Processos de criação em dança individuais e coletivos para aprofundamento da investigação do movimento a partir da percepção corporal e do re-conhecimento das danças aportadas no contexto cultural trazidas por cada um dos estudantes.
Unidade III _ Processos de criação de textos como estratégia para vincular a experiência corporal e o conhecimento acadêmico, bem como para fortalecer e estabilizar os conhecimentos acionados na disciplina.
  
6. METODOLOGIA
A disciplina será organizada com as seguintes atividades:
  • improvisações a partir de elementos de educação somática;
  • atividades práticas de criação de movimentos;
  • leituras e elaboração de textos escritos;
  • debates e rodas de conversa;
  • contato com especialista em técnica de Feldenkrais;
  • atividade de pintura corporal conjunta com outras disciplinas do curso de dança e com os estudantes de Artes Visuais proposta pelo Prof. Gastão Frota.
 7. AVALIAÇÃO
20 pontos
Interesse e participação e do aluno nas atividades propostas serão avaliados levando em consideração:
a pontualidade na entrega dos trabalhos;
freqüência nas aulas
           profundidade e seriedade no desenvolvimento dos trabalhos em sala de aula.
10 pontos
Participação nos debates teóricos, nos quais serão avaliados os seguintes aspectos:
leitura e compreensão dos textos indicados;
capacidade de expressão verbal;
capacidade de relacionar prática e teoria;
criatividade na articulação das idéias.
20 pontos
Elaboração de Ensaio que apresente a experiência prática e uma reflexão embasada em leituras, considerando:
Conteúdo;
Dedicação;
Apresentação;
Pontualidade na entrega.
10 pontos
Avaliação individual escrita, na qual serão avaliados os seguintes pontos:
capacidade de articular idéias;
compreensão do conteúdo desenvolvido;
capacidade de refletir sobre a vivência corporal e relacioná-la ao conteúdo estudado.
20 pontos
Auto-avaliação levando em conta:
interesse, empenho, capacidades adquiridas, entendimento e desenvolvimento de consciência e expressão corporal.
20 pontos
Avaliação coletiva realizada com todos os estudantes.

8. BIBLIOGRAFIA
Básica

GIL, José. Movimento Total: o corpo e a dança. Lisboa, Portugal: Relógio D’Água Editores, 2001.
PRECIOSA SEQUEIRA, Rosane. Rumores Discretos da Subjetividade. Porto Alegre: Sulina & UFRGS, 2010.
SHUSTERMAN, Richard. Consciência Corporal. Tradução de Pedro Sette-Câmara. Rio de Janeiro: E Realizações, 2012.

 Complementar

ALEXANDER, Gerda. Eutonia: um caminho para a percepção corporal. S.P., Martins Fontes, 1983.
AZEVEDO, Sônia Machado de. O papel do corpo no corpo do ator. São Paulo: Perspectiva, 2002.
BOLSANELLO, Debora. Em Pleno Corpo: Educação Somática, Movimento e Saúde. 2a ed. Curitiba: Juruá, 2010.
CALAIS-GERMAIN, Blandine; LAMOTTE, Andree. Anatomia para o movimento: volume 2: introdução à análise das técnicas corporais. São Paulo: Manole, 2010.
CALAZANS, Julieta, CASTILHO, Jacyan e GOMES, Simone (orgs). Dança e Educação em Movimento. São Paulo: Cortez, 2008.
FELDENKRAIS, Mosche. Consciência pelo movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1977.FORTIN, Sylvie. Educação Somática: Novo ingrediente da formação prática em dança. In: Cadernos do GIPE-CIT, 2, 1999, 40-55. Tradução de Márcia Strazzacappa.
MEIRA, Renata Bittencourt. Conceituar a experiência: expressividade de corpos sensíveis. In: Memória Abrace Digital. GT Processos de Criação e Expressão Cênicas – Anais do VI Congresso Nacional da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós Graduação em Artes Cênicas – ABRACE – 2010. Disponível em http://portalabrace.org/vicongresso/processos/Renata%20Bittencourt%20Meira.pdf  
MEIRA, Renata B. Expressões e Impressões do Corpo em Cena. In: Teatro ensino, teoria e prática / Paulo Merísio e Vilma Campos organizadores. Uberlândia: EDUFU, 2011.


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