segunda-feira, 18 de junho de 2018

DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS – 3° DIA


DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS – 3° DIA
AULA: 14/06/2018

Esse foi o último dia de apresentação das demonstrações individuais, o encontro aconteceu na Sala Encenação no bloco 3m. Inicialmente formamos uma roda meia lua, a Prof° Renata relembrou algumas breves orientações sobre  a participação qualificada nos debates, logo após iniciaram-se as apresentações com os seguintes participantes: Camila, Cássia, Anna Karla, Guilherme, Carol, Lucas e Amanda.

1° Demonstração Individual: Camila Faleiros

Primeiro ela disse que a sua demonstração envolveria uma linguagem mais poética.  Ela iniciou sua apresentação sem música, apenas com movimentos. Logo após ela optou por uma variação no estilo musical em seu trabalho, iniciando com a música ‘’J’y suis jamais allé’’, do filme Amelie Poulain mostrando através dos movimentos uma relação mais próxima com o ballet contemporâneo. Depois aconteceu a mudança de estilo musical para o rock com o intuito de mostrar a libertação por meio de um extravasamento. Camila deixou claro que sua intenção não foi de criticar o ballet clássico, mas sim mostrar que o rigor excessivo que é ensinado para os alunos impede a abertura para novas possibilidades.  Ela disse que reconheceu a ‘’Camila matreiro’’ – expressão que está relacionada a um indivíduo que é astuto – e comentou que a aula anterior foi importante para que ela se encontrasse.
Rafaela citou o texto de Rosane Preciosa ‘’Devolvendo corpo ao corpo’’, relacionando com a libertação de movimentos e falou sobre a Camila esquecer os padrões do balé. Renata disse para Rafaela que na demonstração não existe um ‘’esquecer’’ porque o balé está presente em Camila, mas sim a descoberta de uma resignificação da dança, e complementou dizendo que ela trouxe os movimentos do balé junto de um fluído orgânico, onde há a percepção corporal.


2° Demonstração Individual: Cassia Resende

Ela inicia sua demonstração deitada com a música instrumental ‘‘Intro HQ’’, em seguida começa a movimentar-se com olhar que caminha por todas as direções, trazendo elementos do texto de Sônia Azevedo ‘’O papel do corpo no corpo do ator’’, pois ela mostra uma soma de processo conscientes e inconscientes em uma relação entre corpo-mente.
Julia faz relação também estabeleceu relação entre o processo de Cassia e o texto ‘’O papel do corpo no corpo do ator’’, pois disse que ela mostrou um corpo disponível.
Rafaela perguntou se o toque pode ser considerado como um tipo de propriocepção, Renata responde que são circuitos diferentes, mas que o tato junto com a visão e o ouvido interno são parceiros na propriocepção. A professora completou a sua fala dizendo que Cassia mostrou em seu trabalho um olhar difuso, mas com a expressão de conhecer o próprio corpo.


3° Demonstração Individual: Anna Karla

Ela inicia dizendo que vai mostrar um pouco sobre o seu desenvolvimento a partir das aulas de CorpoVoz. Anna Karla estabeleceu relação entre as experiências dela com a aula que analisamos minuciosamente os pés, contando que ela já havia sido vítima de uma fratura nos pés por conta do estresse. A partir da demonstração ela conta que a aula que mais aproveitou foi a de máscaras, e que sentia seu corpo ser puxado toda vez que realizava a expressividade da máscara. Ela conta que associa todos os movimentos ao cotidiano, e que com as aulas adquiriu consciência corporal e propriocepção. Por fim ela realizou um exercício utilizando o apoio do diafragma.


4° Demonstração Individual: Guilherme Dias

Guilherme optou por realizar sua demonstração a partir das sombras, e pediu para que o Luciano e a Carol o ajudassem com a iluminação. Ele começa com a música ‘’Time’’ do Hans Zimmer trabalhando com movimentos que são evidenciados com a sombra. Logo após ele sai de trás do pano e continua a explorar os movimentos, finalizando com pronuncia a de um texto.
Cassia relaciona o processo de Guilherme com a diminuição de ritmo que a Débora Bolsanello aborda no texto Educação Somática. Gabriela diz ter notado sensações objetivas e subjetivas e Guilherme se identifica com a fala dela. Ele também diz que o intuito de sua demonstração foi o de explorar a coluna para obter o resultado nas mãos.
Renata disse que Guilherme apresentou uma imagem de seu corpo a partir da propriocepção e que a musicalidade influenciou em seu processo. Disse também os artistas transformam as turbulências que vivenciam em trabalho.
Guilherme comentou sobre a dificuldade que tem em seu processo de projetar a voz, e Renata respondeu dizendo que o apoio do diafragma ajuda nessa questão. 


5° Demonstração Individual: Ana Carolina Perez

 Esse trabalho consistiu em uma massagem que utilizou do verbo “carimbar” para ilustrar a pressão, ao massagista, que deveria ser feita no corpo a ser massageado. A justificativa desta massagem como demonstração individual se dá ao processo decorrente dela que acontece invariavelmente no corpo que a recebeu, pois em tese o corpo relaxa e ativa a propriocepção através do tato. 
No debate: “onde conheceu esse exercício? ” “o que a disciplina de corpovoz alterou na sua relação com o corpo?” Conheceu em seu primeiro curso de teatro na ETEC de Artes durante os trabalhos de conclusão e o que alterou de maneira gritante foi a percepção e correção de seu caminhar. Respectivamente. Durante o debate um dos estudantes afirmou que a massagem realmente ativa a propriocepção através do tato bem como relaxa o corpo.


6° Demonstração Individual: Lucas Rios

 Ao som de Madonna, Lucas fez uma coreografia que focalizava os movimentos dos braços e dos quadris através de uma sequência lógica de ações que se repetiam durante a música. A justificativa para esse trabalho foi uma exploração daquilo que se faz repetidamente, no caso do Lucas, os movimentos do braço.
No debate: “além de explorar os padrões, o que mais na sua demonstração se relaciona com a propriocepção do corpo?” “o que foi colocado na sua coreografia que vem do processo desse semestre?” Em um dado momento da coreografia o Lucas fez um movimento com o quadril que tinha relação com uma dor que ele sente na coluna e que as aulas o ajudaram a compreender e o que ele trouxe do processo para o trabalho foi a exploração de seu padrão de movimentos com os braços. Respectivamente. Um dos estudantes fez referência ao texto da Mulher Desencarnada para elogiar a propriocepção demonstrada pelo Lucas.


7° Demonstração Individual: Amanda Akari

Esse trabalho foi uma espécie de contação de história, visto que Amanda utilizou seu tempo de demonstração para contar uma crônica sobre sua vida. Ela falou sobre as posições que ela se acomoda durante o trabalho, sua postura e padrões de movimento. Além de apresentar possíveis soluções: mudar sempre a posição em que se assenta e fazer o contrário de seus padrões de movimento no intuito de perder o vício neles. 
No debate: muito foi discutido sobre ‘postura correta’ e a noção de que essa postura idealizada como perfeita é lesiva ao corpo, já que a postura realmente ideal é um pouco mais curvada do que pensamos.


Relatores: Carla Beatriz e Guilherme Dias.

Fotos: Anna Júlia Ehlerding.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Cronograma atualizado de Junho e Julho de 2018

datatarefasblogueiros do dia
07 junhoDemonstrações Individuais -Bruno e Anna Karla
12 junhoDemonstrações IndividuaisCarla e Lucas
14 junhoDemonstrações Individuais -Kayro e Guilherme
19 junhofechamento das demonstrações e entrega dos textos finais - primeiro prazoIsabel
21 junho
26 junhoautoavaliação - entrega dos textos finais - segundo prazo - 90% da nota - envio individual do Caderno do Eu (inclui diários de leitura ) - não é necessário editar, nem formatar, o importante é ter seu nome - é parte dos instrumentos de avaliaão de participação
28 junho
03 julhosemana de compartilhamento
05 julhosemana de compartilhamento

Avaliação - Demonstrações

- demonstração de seu processo no decorrer do semestre
15 pontos - socialização do processo clara na qual a maioria dos colegas consegue
questionar e comparar com seu próprio processo
15 pontos - capacidade de dialogar sobre seu processo relacionando a prática e as
leituras - disponibilizar Caderno do Eu para consulta da professora


De modo geral, as demonstrações estão sendo boas oportunidades de tirar dúvidas sobre o entendimento prático do conhecimento somático acessado na disciplina. Entretanto há uma desvalorização da reflexão e um distanciamento dos textos lidos.


O debate a partir das demonstrações e o retorno dos colegas ainda estão fracos. A
atenção maior está nas diferentes idéias das demonstrações, na surpresa que alguns colegas
trouxeram, em especial na criatividade estética e nas identificações entre os processos. Grande
parte das observações ainda gira em torno de gostar. As falas que se remeteram aos textos estão, em grande parte, superficiais ou genéricas. Têm sido afirmações de reconhecimento nas atividades práticas de noções amplas dos textos lidos.

No último dia das demonstrações, amanhã, quinta feira dia 14 de junho, será exigida participação mais qualificada, em que cada um deverá apresentar reflexões e questões mais específicas. Notem que questões são bem vindas, tanto de quem demonstra quanto de quem debate. Todas as afirmações sobre ser interessantes deverão, necessariamente, ser acompanhadas de justificativas. Portanto, oriento que todos estudem os textos, tragam por escrito os pontos que querem discutir para sermos mais competentes, e relacionem com as demonstrações.


Serão avaliados entendimento dos textos; relação entre a demonstração e ponto destacado
na leitura e questões sobre os textos, sobre as práticas e sobre as relações entre textos e
práticas. Ontem, no segundo dia de trabalho avaliativo, algumas reflexões foram mais consistentes como a comparação entre as sombras das demonstrações de Kayro e de Duda. Esta proposta de análise comparativa é bem interessante. Pensei em outras possibilidades, por exemplo:

Usando a comparação: Foi reconhecido que as demonstrações de Maria Eduarda e Carla abordaram a propriocepção. Em que o modo como a Maria Eduarda apresentou a noção de propriocepção é semelhante ao modo como Carla tratou da propriocepção na demonstração de seu processo? Em que se diferenciam?

Avançando além da demonstração apreciada: A proposta de demonstração de Rafaela poderia revelar as diferenças entre tecnologias internas das pessoas que participaram da demonstração? Se sim, os participantes podem apresentar suas versões para que possamos analisar.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Aula 07/06 - DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS



Demonstração Individual, 07/08/2018

Hoje foi o primeiro dia das demonstrações individuais, o encontro ocorreu na Sala Encenação, do bloco 3M. Todos pegaram suas cadeiras, sentaram em meia lua para assistir 6 demonstrações individuais, sendo os participantes: Rafaela, Gabriela, Carla Beatriz, Roger, Daniela e Eduarda. Descreveremos ao decorrer do texto a ação de cada um deles.


1° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: RAFAELA

Primeiro ela pediu para que todos ficassem de pé e pediu um voluntário, que foi a monitora Thaísea, com ela fez um exercício de respiração. Pediu um segundo voluntário que foi o Lucas, com ele fez alguns exercícios para trabalhar as articulações, começando dos pés até a cervical. O terceiro voluntário que foi a Cassia, com ela trabalhou a voz. No final, Rafaela disse que o fato de todos estarem de pé foi tudo uma brincadeira, a intenção era apontar o nosso foco para o posicionamento do corpo de todos que estavam assistindo a sua apresentação. Percebemos que estávamos todos “largados”, e que fomos nos “consertando” (se alinhando e distribuindo o peso corporal) à medida que ela olhava. A busca de uma postura correta é uma busca constante no cotidiano de Rafaela. Ela estava muito descontraída na sua apresentação.

Professora Renata levantou ideias sobre a demonstração, trazendo a discussão para turma a respeito de carregar mochilas pesadas nas costas. Duda aprovou a proposta criativa de Rafaela, disse que as pessoas ficaram participando mesmo de fora e que a dinâmica foi boa.


2° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: GABRIELA

Primeiro ela cumprimentou a turma e começou a comentar sobre as aulas. Ela disse que achou interessante o começo das aulas que trabalhamos o corpo todo e depois tivemos focos em áreas do corpo. Disse que na aula sobre o pé, que começamos massageando o pé e contando os ossinhos do mesmo, não a agradou, porque o pé não a agrada muito. Ela lembrou que depois trabalhamos o rosto e depois o joelho, e que a aula de joelho ela gostou muito. Gabriela aprendeu que o joelho não pode ficar esticado e nem flexionado (fazendo base por exemplo), que ele deve ficar “solto”. Ela tem a tendência de ficar com ele “torto”, pois tem problema no joelho. Então ela está trabalhando o descondicionamento gestual, por exemplo em filas, quando está em pé parada... Ela disse que tem problema no joelho e que descobriu um exercício interessante: ela fica sentada, com a mão no joelho e levanta a perna; nesse exercício sente como se fosse uma areia no joelho, o que na verdade é a cartilagem que vai “corroendo”. Ou/e também sente o joelho estralando. Gabriela fez outro exercício sentada com o pé no chão e a perna em ângulo de 90°, levantou os dedos do pé e girou o pé com o calcanhar no chão, quando girou para dentro o joelho ficou na posição correta, ele ficou alinhado.

Nesse exercício com a mão no joelho ela sentiu a TATI (tuberosidade anterior da tíbia) mexendo. Gabriela fez um último exercício no chão, com as costas no chão, as pernas viradas atrás da cabeça e as pontas dos pés no chão “andando” de um lado para o outro. Esse exercício trabalha alongamento de toda a parte posterior do corpo, como as costas e alongamento de pernas. Quando move os pés também promove o alongamento lateral do corpo.

Lucas comentou que quando fazia luta ele lesionou o joelho, teve acompanhamento e começou a se perceber no movimento que fazia errado, passou a fazer certo e melhorou da lesão. Ele demonstrou o golpe. Marcos comentou que é sempre bom ouvir os colegas, que ele ficava muito na posição de base (joelho flexionado) e agora está ficando com o joelho solto. Daniela comentou que aprendeu a ficar em “base” com outros professores de teatro. A Professora Renata disse que são coisas diferentes, que na posição de base (joelhos flexionados) ganhamos estabilidade e temos facilidade em soltar as costas e estamos numa posição de esforço para entrar em ação. Já a que estamos falando é da posição de alinhamento do joelho, que assim como a respiração vai depender do que estamos fazendo, por exemplo se estamos dormindo, correndo ou cantando será uma respiração diferente. O errado é sempre fazer igual em todas as situações. A Professora Renata posicionou o pé da Gabriela para alinhar o joelho.

Cássia relatou que há um tempo atrás caiu de cavalo e lesionou o joelho, que nesse joelho ficou um “gordinho”. Nos contou que uma vez o joelho dela virou, que sua avó teve que fazer “massagem” para o joelho voltar para o lugar e que teve muita dor nesse dia. Ela reparou que em festa ela não mexia o quadril e sim o joelho, como no dia em que seu joelho virou. E que quando ela realizou um dos exercícios que a Gabriela fez, sentiu areia e o joelho estralando, apenas no que foi lesionado.

Renata ensinou que para que o joelho fique solto deve fazer um movimento “redondinho” nele. No final a Gabriela sentou no chão de forma errada, estralando os joelhos muito forte, demonstrando o que não se deve fazer, todos riram.


3° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: CARLA BEATRIZ

Iniciou sua demonstração falando sobre a Educação Somática e do seu pé chato que a prejudica em todo o alinhamento de seu corpo. Contou que tem feito exercícios no pé e demonstrou alguns deles, sendo:

 Com um pano: recolhendo com os dedos do pé todo o pano até o calcanhar;
Com bolinhas de gude: recolher as bolinhas com os dedos do pé e colocando em um copo;
Com “borracha de tirar sangue”: movimentos de rotação interna (5 séries em cada pé); 
Nas pontas do pé: 10 séries de 15 segundos.

Renata disse que esse trabalho que a Carla tem feio é um trabalho de musculação/fortalecimento. Amanda perguntou se ela já viu resultado, Carla disse que tem pouco tempo, mas que já senti menos dores nos pés, na coluna e que a curvatura do pé deve aparecer com o tempo. Thaísea disse que ela usou muitos termos técnicos, mostrando a função da teoria na prática. Marcos também comentou dos termos usados por ela, e que a Gabriela usou mais as palavras dela.


4° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: ROGER

Primeiro ele cumprimentou a turma e disse que iria fazer uma representação baseada nas aulas práticas e utilizou a música Encontros e Despedidas, interpretado pela cantora Maria Rita. A representação dele foi demonstrando como ele chegou no começo do semestre até o que está desenvolvendo atualmente nas aulas, foi uma representação pessoal de suas capacidades. Ele mostrou como chegou, com os ombros caídos, demonstrou os exercícios “dançando” e interpretando a música, mostrando sua evolução ao longo do processo. Ele já aprendeu a posicionar melhor o corpo.

Roger contou que também está fazendo academia, que esse conjunto academia mais aulas têm o ajudado muito. Sua representação foi muito poética e emocionante, ele disse que utilizava de um exercício da aula e construía a coreografia na música. Que na aula de máscaras ele não conseguiu desenvolver as máscaras no espelho, que ficava rindo, mas trabalhou em frente ao espelho em casa, assim saiu o conceito de representação e ele deu espaço para um personagem que ele não conhece.

Marcos disse que achou única a representação e que gostou muito. Cassia achou muito poética, viu tudo que a Professora Renata ensinou nas aulas, como enraizamento, projeções.... Afirmou que ficou encantada com a representação. Thaísea perguntou se ele já fez dança, ele contou que já fez dança de rua.  Lucas perguntou se a representação foi improvisada, Roger disse que um pouco sim, que durante as aulas chegavam momentos que ele perdia o movimento, “vinha” um movimento repetido e o que ele mostrou hoje foi diferente do que ele treinou em casa.

Professora Renata comentou que quando “vem” o movimento repetido, que ele pode ser usado. E que quando não conseguir sair de um padrão, deve-se entrar fundo e explorar, desenvolver, encontrar poética, até esgotar esse padrão. Quando se descobre o que movimento significa, ele para de ser padrão e vira material poético, por isso devemos mergulhar ao invés de sair, “sair por dentro”.

Guilherme disse que ele fez a união de tudo, que trouxe um histórico, buscou na música referências da música, não ficou só no conceito, mas também em um caminho artístico. Bruno comentou que ele trouxe movimentos que aprendemos nas aulas, pegou a técnica e transformou em obra. Renata concluiu que a poesia emociona, que Roger trouxe tudo com clareza e usou com propriedade o termo representação.


5° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: DANIELA

Ela começou dizendo que iria fazer uma representação de um dos momentos que mais gosta da aula, quando apaga a luz e inicia a música, e que iria mostrar o que aprendeu. Utilizou a música “Ponta de areia”, de Milton Nascimento e fez sua representação. Daniela “entrou” na música e mostrou fluidez. Ela contou que planejou na cabeça o que iria fazer, mas deixou para improvisar na hora. Karine disse que ela mexeu muito as articulações. Rafaela disse que o movimento se expandiu pelo espaço.

Daniela comentou que seu plano de ação partiu da metáfora para as aulas: “lagarta que vira borboleta”. Domínio do corpo como artista, que sai do casulo e volta para ele quando necessário.


6° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: EDUARDA

Iniciou comentando que faria algo mais introspectivo, que estava passando por uma semana turbulenta, que ela tem ansiedade, que estava muito sensível e passando por problemas pessoais. Que ela poderia falar sobre oposição de vetores ou educação somática, mas que não estava com humor para isso. Contou que ficou “fritando” sobre o que iria fazer na demonstração individual até uma hora antes da aula. Ela disse que encontrou uma pessoa que lhe ajudou na montagem da sua demonstração. Colocou a música e começou, a música tinha barulhos de água.

Na sua demonstração, começou pelas articulações e foi deixando a música “entrar” nela. Trabalhou o corpo todo em vários níveis e terminou no chão. No final da demonstração, comentou das coisas que pensou, uma delas foi uma metáfora do Mito da Caverna de Platão com o que aprendeu nas aulas, que ela achava que sabia, mas não sabia sobre o conhecimento corporal. Que com aulas foi tendo a compressão de alguns problemas que tinha, como: postura, que caía muito, dores na lombar...

Renata disse que com o improviso da última aula tentou ajudar na criação das demonstrações e pediu para Duda contar sobre o seu plano de ação. Duda disse que não tinha um plano de ação, que é muito ansiosa e que encontrou uma pessoa que teve paciência de anotar tudo o que estava na cabeça dela, que a fez perguntas e isso a ajudou a montar a sua demonstração. Ela contou que escolheu a água, da música, porque a água é mutável, mostra leveza e tranquilidade. Que explorou mais o nível baixo porque é o que mais se sente confortável. Ela concluiu que tem necessidade de ser reciproca.

Guilherme disse que primeiro ela deve pegar essa experiência e escrever um livro, pois inventara um processo criativo. Segundo que ela foi reciproca com a professora e que todos aprenderam muito, que hoje em qualidade a gente se conhece muito mais. Que ela e a Daniela sabiam o que estavam fazendo, mesmo sendo improviso, que tinham muita percepção corporal. Carla Beatriz comentou que Eduarda mostrou seus sentimentos com consciência corporal. Amanda comentou que a apresentação a ajudou a organizar a dela. Roger disse que a demonstração lhe surpreendeu.

Renata comentou que a demonstração da Eduarda teve qualidade de introspecção, que teve uma presença emocional muito intensa, que conseguiu prestar a atenção no seu corpo inteiro e isso cresce o olhar de quem está vendo. Comentou também que os movimentos da demonstração não são os movimentos recorrentes das aulas. Que na demonstração a Eduarda quis mostrar o que estava sentindo e que ela tinha visão no seu próprio corpo.  Concluiu que cada um fez uma demonstração de um jeito, que a demonstração é do processo de cada um, por isso nenhuma é igual.

Relatores: Anna Karla e Bruno Oliveira

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Aula: 24 de maio de 2018

A aula iniciou com todos em roda, alongando o peito do pé e alinhando em relação ao tornozelo. Renata frisou que a percepção é plástica, então enquanto não temos total autonomia de nossa percepção, deveríamos olhar para os movimentos do nosso corpo para nos certificar do êxito.
Após esse alongamento, trabalhamos o enraizamento, variando o peso de um pé para o outro. A profª deu seu próprio exemplo e repetimos a nossa maneira, conduzindo o peso, plantando o pé, alinhando a bacia e sentindo a relação chão-eixo-peso.
Voltamos para a roda e Renata perguntou o motivo do corpo estar aquecido após aquele trabalho, Rafaela respondeu  que estávamos trabalhando a musculatura de sustentação. Brincamos com a Gabriela, pois a mesma estava com o corpo desalinhado, Karine e Lucas se voluntariaram e a ajudaram. A profª relembrou que para se alinhar o joelho precisa estar solto, nem flexionado, nem estirado. Contei uma experiência que tive em relação a percepção corporal e Renata falou que uma das coisas interessantes é que o estudo saia da sala de aula para o cotidiano e ela propõe exercícios para aplicarmos ao cotidiano, pois o hábito acaba anestesiando certos erros.  
Depois de uma pausa para conversa, voltamos aos exercícios práticos "arrancando"  com o pé, movimentando as articulações. Renata explicou que a tendência é a projeção mas o foco é o apoio utilizados e que esse tipo de exercício no preparava para saltos, giros e corridas. 
Em resumo trabalhamos com três tipos de enraizamentos:
1º: Enraizamento profundo
2º: Enraizamento de impulsos e pousos
3º: Enraizamento miudinho
A professora colocou uma música e pediu para explorarmos esses três tipos, foi notória a facilidade dos alunos pela existência de um ritmo, enquanto os alunos testavam seu conhecimentos sugestões feitas pela professora foram surgindo como se certificar de uma oposição ísquios X cabeça. 
Renata pegou o tambor e batucou o ritmo dessa música: 
''No meu jacá tem: (Puxador)
Manga, jaca, caju e cajá. (Coro) (4x) 
Ou venha ver, o que leva o meu Jacá:
Leva pedra, concha, conta;
Leva trança do chocalho;
Do mar, o marulhar;
Do canto, cantarolar. (Puxador depois Coro)'' 


Em roda, todos cantaram e dançaram, mas o ao passo que acelerava o ritmo, grande parte se confundiu. Renata começou a batucar o ritmo de outra música:
A Galinha Jurema

Ô Adelina, diaxo, cadê meu melão?
A galinha comeu, a galinha comeu...
O meu melão tão madurim...
A galinha comeu, a galinha comeu.

Deu meia noite,
eu saí a procurar
A galinha Jurema,
eu hei de achar!

Deu meia noite,
eu saí a procurar
A galinha Jurema,
eu hei de achar!




Porém ao invés de cantar a letra acima, a música foi cantada em "Tru" para aquecer a voz, a turma teve certa dificuldade. Depois cantamos e dançamos, porém os alunos travaram na coreografia associada ao trecho "deu  meia noite, eu saí a procurar, a galinha Jurema, eu hei de achar!". 

-Pausa para o intervalo-

Voltamos do intervalo e cantamos essa música em "Tru" exercitando o pescoço e o trapézio: 

"É um savero sapipi
É um savero sapi
É um savero sapipi
É um, é um, é um

Misclofi, taro tero tiro liro
clin clen clofe taro tero tiro ló flu flu
Misclofi, taro tero tiro liro
clin clen clofe taro tero tiro ló flu flu

isfungue isfungue isfungu
tibiribitibi, catabariungui."

Renata pediu para os alunos deitarem e sentirem seu corpo no chão, percebendo o peso de cada parte do corpo, em seguida ela colocou um som e pediu para nos movimentarmos a partir de mudanças de apoio. Em seguida ela colocou outra música e pediu para articularmos mão, pé e costela. Depois que todos experimentamos, ela sugeriu explorarmos rolamentos, impulsos, enraizamentos e níveis. Ela mudou a música mais uma vez e dessa vez deixou os alunos livres para se movimentar de acordo com sua experiências. 
No fim, ela pediu para escrevermos as sensações no caderno do eu, retratando memórias e emoções sentidas nesse experimento. Fizemos uma roda de conversa sobre o desempenho individual  e a professora ressaltou a importância dessa individualidade durante todos os processos.


Por Maria Eduarda Gama