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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Cronograma de Avaliação



Teatro Físico
Universidade de Évora

2019

14 de novembro - aula aberta

19 de dezembro - aula aberta

09 de janeiro - entrega do texto final

30 de janeiro - recurso se necessário - reformulação do texto 

Avaliação: critérios e pontuação

Teatro Físico
Universidade de Évora
2019

Será privilegiada a avaliação contínua com os seguintes critérios:

Participação - 40% - 
frequência às aula - 20% (20% da nota será igual à porcentagem de presenças na disciplina)
entrega das tarefas - 20% (são solicitados pequenos textos de registro das experiências e de reflexão sobre as experiências a partir das teorias tratadas em aula e em textos de referência _ aqui será considerada a entrega dentro do prazo)

Trabalho escrito - 30%
o trabalho escrito é um processo que inicia nas anotações em sala, passa por pequenos textos solicitados, considera as anotações pessoais, as aulas teóricas e as leituras, o texto final é o resultado do processo - a avaliação vai considerar a qualidade dos textos parciais e especialmente a evolução da escrita que se desenvolve no processo

Apresentação prática  - 30%
serão realizadas duas aulas abertas nas quais serão compartilhados com o público os exercícios cênico-performativos criados no processo da disciplina

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Avaliação - Demonstrações

- demonstração de seu processo no decorrer do semestre
15 pontos - socialização do processo clara na qual a maioria dos colegas consegue
questionar e comparar com seu próprio processo
15 pontos - capacidade de dialogar sobre seu processo relacionando a prática e as
leituras - disponibilizar Caderno do Eu para consulta da professora


De modo geral, as demonstrações estão sendo boas oportunidades de tirar dúvidas sobre o entendimento prático do conhecimento somático acessado na disciplina. Entretanto há uma desvalorização da reflexão e um distanciamento dos textos lidos.


O debate a partir das demonstrações e o retorno dos colegas ainda estão fracos. A
atenção maior está nas diferentes idéias das demonstrações, na surpresa que alguns colegas
trouxeram, em especial na criatividade estética e nas identificações entre os processos. Grande
parte das observações ainda gira em torno de gostar. As falas que se remeteram aos textos estão, em grande parte, superficiais ou genéricas. Têm sido afirmações de reconhecimento nas atividades práticas de noções amplas dos textos lidos.

No último dia das demonstrações, amanhã, quinta feira dia 14 de junho, será exigida participação mais qualificada, em que cada um deverá apresentar reflexões e questões mais específicas. Notem que questões são bem vindas, tanto de quem demonstra quanto de quem debate. Todas as afirmações sobre ser interessantes deverão, necessariamente, ser acompanhadas de justificativas. Portanto, oriento que todos estudem os textos, tragam por escrito os pontos que querem discutir para sermos mais competentes, e relacionem com as demonstrações.


Serão avaliados entendimento dos textos; relação entre a demonstração e ponto destacado
na leitura e questões sobre os textos, sobre as práticas e sobre as relações entre textos e
práticas. Ontem, no segundo dia de trabalho avaliativo, algumas reflexões foram mais consistentes como a comparação entre as sombras das demonstrações de Kayro e de Duda. Esta proposta de análise comparativa é bem interessante. Pensei em outras possibilidades, por exemplo:

Usando a comparação: Foi reconhecido que as demonstrações de Maria Eduarda e Carla abordaram a propriocepção. Em que o modo como a Maria Eduarda apresentou a noção de propriocepção é semelhante ao modo como Carla tratou da propriocepção na demonstração de seu processo? Em que se diferenciam?

Avançando além da demonstração apreciada: A proposta de demonstração de Rafaela poderia revelar as diferenças entre tecnologias internas das pessoas que participaram da demonstração? Se sim, os participantes podem apresentar suas versões para que possamos analisar.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Aula 07/06 - DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS



Demonstração Individual, 07/08/2018

Hoje foi o primeiro dia das demonstrações individuais, o encontro ocorreu na Sala Encenação, do bloco 3M. Todos pegaram suas cadeiras, sentaram em meia lua para assistir 6 demonstrações individuais, sendo os participantes: Rafaela, Gabriela, Carla Beatriz, Roger, Daniela e Eduarda. Descreveremos ao decorrer do texto a ação de cada um deles.


1° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: RAFAELA

Primeiro ela pediu para que todos ficassem de pé e pediu um voluntário, que foi a monitora Thaísea, com ela fez um exercício de respiração. Pediu um segundo voluntário que foi o Lucas, com ele fez alguns exercícios para trabalhar as articulações, começando dos pés até a cervical. O terceiro voluntário que foi a Cassia, com ela trabalhou a voz. No final, Rafaela disse que o fato de todos estarem de pé foi tudo uma brincadeira, a intenção era apontar o nosso foco para o posicionamento do corpo de todos que estavam assistindo a sua apresentação. Percebemos que estávamos todos “largados”, e que fomos nos “consertando” (se alinhando e distribuindo o peso corporal) à medida que ela olhava. A busca de uma postura correta é uma busca constante no cotidiano de Rafaela. Ela estava muito descontraída na sua apresentação.

Professora Renata levantou ideias sobre a demonstração, trazendo a discussão para turma a respeito de carregar mochilas pesadas nas costas. Duda aprovou a proposta criativa de Rafaela, disse que as pessoas ficaram participando mesmo de fora e que a dinâmica foi boa.


2° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: GABRIELA

Primeiro ela cumprimentou a turma e começou a comentar sobre as aulas. Ela disse que achou interessante o começo das aulas que trabalhamos o corpo todo e depois tivemos focos em áreas do corpo. Disse que na aula sobre o pé, que começamos massageando o pé e contando os ossinhos do mesmo, não a agradou, porque o pé não a agrada muito. Ela lembrou que depois trabalhamos o rosto e depois o joelho, e que a aula de joelho ela gostou muito. Gabriela aprendeu que o joelho não pode ficar esticado e nem flexionado (fazendo base por exemplo), que ele deve ficar “solto”. Ela tem a tendência de ficar com ele “torto”, pois tem problema no joelho. Então ela está trabalhando o descondicionamento gestual, por exemplo em filas, quando está em pé parada... Ela disse que tem problema no joelho e que descobriu um exercício interessante: ela fica sentada, com a mão no joelho e levanta a perna; nesse exercício sente como se fosse uma areia no joelho, o que na verdade é a cartilagem que vai “corroendo”. Ou/e também sente o joelho estralando. Gabriela fez outro exercício sentada com o pé no chão e a perna em ângulo de 90°, levantou os dedos do pé e girou o pé com o calcanhar no chão, quando girou para dentro o joelho ficou na posição correta, ele ficou alinhado.

Nesse exercício com a mão no joelho ela sentiu a TATI (tuberosidade anterior da tíbia) mexendo. Gabriela fez um último exercício no chão, com as costas no chão, as pernas viradas atrás da cabeça e as pontas dos pés no chão “andando” de um lado para o outro. Esse exercício trabalha alongamento de toda a parte posterior do corpo, como as costas e alongamento de pernas. Quando move os pés também promove o alongamento lateral do corpo.

Lucas comentou que quando fazia luta ele lesionou o joelho, teve acompanhamento e começou a se perceber no movimento que fazia errado, passou a fazer certo e melhorou da lesão. Ele demonstrou o golpe. Marcos comentou que é sempre bom ouvir os colegas, que ele ficava muito na posição de base (joelho flexionado) e agora está ficando com o joelho solto. Daniela comentou que aprendeu a ficar em “base” com outros professores de teatro. A Professora Renata disse que são coisas diferentes, que na posição de base (joelhos flexionados) ganhamos estabilidade e temos facilidade em soltar as costas e estamos numa posição de esforço para entrar em ação. Já a que estamos falando é da posição de alinhamento do joelho, que assim como a respiração vai depender do que estamos fazendo, por exemplo se estamos dormindo, correndo ou cantando será uma respiração diferente. O errado é sempre fazer igual em todas as situações. A Professora Renata posicionou o pé da Gabriela para alinhar o joelho.

Cássia relatou que há um tempo atrás caiu de cavalo e lesionou o joelho, que nesse joelho ficou um “gordinho”. Nos contou que uma vez o joelho dela virou, que sua avó teve que fazer “massagem” para o joelho voltar para o lugar e que teve muita dor nesse dia. Ela reparou que em festa ela não mexia o quadril e sim o joelho, como no dia em que seu joelho virou. E que quando ela realizou um dos exercícios que a Gabriela fez, sentiu areia e o joelho estralando, apenas no que foi lesionado.

Renata ensinou que para que o joelho fique solto deve fazer um movimento “redondinho” nele. No final a Gabriela sentou no chão de forma errada, estralando os joelhos muito forte, demonstrando o que não se deve fazer, todos riram.


3° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: CARLA BEATRIZ

Iniciou sua demonstração falando sobre a Educação Somática e do seu pé chato que a prejudica em todo o alinhamento de seu corpo. Contou que tem feito exercícios no pé e demonstrou alguns deles, sendo:

 Com um pano: recolhendo com os dedos do pé todo o pano até o calcanhar;
Com bolinhas de gude: recolher as bolinhas com os dedos do pé e colocando em um copo;
Com “borracha de tirar sangue”: movimentos de rotação interna (5 séries em cada pé); 
Nas pontas do pé: 10 séries de 15 segundos.

Renata disse que esse trabalho que a Carla tem feio é um trabalho de musculação/fortalecimento. Amanda perguntou se ela já viu resultado, Carla disse que tem pouco tempo, mas que já senti menos dores nos pés, na coluna e que a curvatura do pé deve aparecer com o tempo. Thaísea disse que ela usou muitos termos técnicos, mostrando a função da teoria na prática. Marcos também comentou dos termos usados por ela, e que a Gabriela usou mais as palavras dela.


4° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: ROGER

Primeiro ele cumprimentou a turma e disse que iria fazer uma representação baseada nas aulas práticas e utilizou a música Encontros e Despedidas, interpretado pela cantora Maria Rita. A representação dele foi demonstrando como ele chegou no começo do semestre até o que está desenvolvendo atualmente nas aulas, foi uma representação pessoal de suas capacidades. Ele mostrou como chegou, com os ombros caídos, demonstrou os exercícios “dançando” e interpretando a música, mostrando sua evolução ao longo do processo. Ele já aprendeu a posicionar melhor o corpo.

Roger contou que também está fazendo academia, que esse conjunto academia mais aulas têm o ajudado muito. Sua representação foi muito poética e emocionante, ele disse que utilizava de um exercício da aula e construía a coreografia na música. Que na aula de máscaras ele não conseguiu desenvolver as máscaras no espelho, que ficava rindo, mas trabalhou em frente ao espelho em casa, assim saiu o conceito de representação e ele deu espaço para um personagem que ele não conhece.

Marcos disse que achou única a representação e que gostou muito. Cassia achou muito poética, viu tudo que a Professora Renata ensinou nas aulas, como enraizamento, projeções.... Afirmou que ficou encantada com a representação. Thaísea perguntou se ele já fez dança, ele contou que já fez dança de rua.  Lucas perguntou se a representação foi improvisada, Roger disse que um pouco sim, que durante as aulas chegavam momentos que ele perdia o movimento, “vinha” um movimento repetido e o que ele mostrou hoje foi diferente do que ele treinou em casa.

Professora Renata comentou que quando “vem” o movimento repetido, que ele pode ser usado. E que quando não conseguir sair de um padrão, deve-se entrar fundo e explorar, desenvolver, encontrar poética, até esgotar esse padrão. Quando se descobre o que movimento significa, ele para de ser padrão e vira material poético, por isso devemos mergulhar ao invés de sair, “sair por dentro”.

Guilherme disse que ele fez a união de tudo, que trouxe um histórico, buscou na música referências da música, não ficou só no conceito, mas também em um caminho artístico. Bruno comentou que ele trouxe movimentos que aprendemos nas aulas, pegou a técnica e transformou em obra. Renata concluiu que a poesia emociona, que Roger trouxe tudo com clareza e usou com propriedade o termo representação.


5° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: DANIELA

Ela começou dizendo que iria fazer uma representação de um dos momentos que mais gosta da aula, quando apaga a luz e inicia a música, e que iria mostrar o que aprendeu. Utilizou a música “Ponta de areia”, de Milton Nascimento e fez sua representação. Daniela “entrou” na música e mostrou fluidez. Ela contou que planejou na cabeça o que iria fazer, mas deixou para improvisar na hora. Karine disse que ela mexeu muito as articulações. Rafaela disse que o movimento se expandiu pelo espaço.

Daniela comentou que seu plano de ação partiu da metáfora para as aulas: “lagarta que vira borboleta”. Domínio do corpo como artista, que sai do casulo e volta para ele quando necessário.


6° DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL: EDUARDA

Iniciou comentando que faria algo mais introspectivo, que estava passando por uma semana turbulenta, que ela tem ansiedade, que estava muito sensível e passando por problemas pessoais. Que ela poderia falar sobre oposição de vetores ou educação somática, mas que não estava com humor para isso. Contou que ficou “fritando” sobre o que iria fazer na demonstração individual até uma hora antes da aula. Ela disse que encontrou uma pessoa que lhe ajudou na montagem da sua demonstração. Colocou a música e começou, a música tinha barulhos de água.

Na sua demonstração, começou pelas articulações e foi deixando a música “entrar” nela. Trabalhou o corpo todo em vários níveis e terminou no chão. No final da demonstração, comentou das coisas que pensou, uma delas foi uma metáfora do Mito da Caverna de Platão com o que aprendeu nas aulas, que ela achava que sabia, mas não sabia sobre o conhecimento corporal. Que com aulas foi tendo a compressão de alguns problemas que tinha, como: postura, que caía muito, dores na lombar...

Renata disse que com o improviso da última aula tentou ajudar na criação das demonstrações e pediu para Duda contar sobre o seu plano de ação. Duda disse que não tinha um plano de ação, que é muito ansiosa e que encontrou uma pessoa que teve paciência de anotar tudo o que estava na cabeça dela, que a fez perguntas e isso a ajudou a montar a sua demonstração. Ela contou que escolheu a água, da música, porque a água é mutável, mostra leveza e tranquilidade. Que explorou mais o nível baixo porque é o que mais se sente confortável. Ela concluiu que tem necessidade de ser reciproca.

Guilherme disse que primeiro ela deve pegar essa experiência e escrever um livro, pois inventara um processo criativo. Segundo que ela foi reciproca com a professora e que todos aprenderam muito, que hoje em qualidade a gente se conhece muito mais. Que ela e a Daniela sabiam o que estavam fazendo, mesmo sendo improviso, que tinham muita percepção corporal. Carla Beatriz comentou que Eduarda mostrou seus sentimentos com consciência corporal. Amanda comentou que a apresentação a ajudou a organizar a dela. Roger disse que a demonstração lhe surpreendeu.

Renata comentou que a demonstração da Eduarda teve qualidade de introspecção, que teve uma presença emocional muito intensa, que conseguiu prestar a atenção no seu corpo inteiro e isso cresce o olhar de quem está vendo. Comentou também que os movimentos da demonstração não são os movimentos recorrentes das aulas. Que na demonstração a Eduarda quis mostrar o que estava sentindo e que ela tinha visão no seu próprio corpo.  Concluiu que cada um fez uma demonstração de um jeito, que a demonstração é do processo de cada um, por isso nenhuma é igual.

Relatores: Anna Karla e Bruno Oliveira

terça-feira, 20 de março de 2018

Disciplina Corpovoz I - noturno - Curso de Teatro - licenciatura - 1° Encontro - 20 de março de 2018

Entramos no LAC (laboratório de ações corporais) depois da aula da Nina, coreógrafa do curso de teatro.

Antes de iniciar as atividades específicas da aula, a Profa Renata ensinou como usar o ventilador: mostrou o funil e os baldes no camarim, a torneira no banheiro mais adequada para pegar água no balde, como colocar a água no aparelho e para que servem os botões. Ligamos nosso ventilador e sentamos em roda.
Escrito

Sentados em roda, cada um escreveu: seu nome, de onde vem, porque escolheu estudar teatro na universidade e seu e-mail para inserir no blog.

Com o papel onde foram anotadas as informações, formamos “plaquinhas” indicando como gostamos de ser chamados e colocamos à frente para facilitar a comunicação.

Conversa

Conversa sobre oportunidades oferecidas por uma universidade federal e a importância de levar o curso com seriedade para o aproveitamento máximo das oportunidades. 

Lemos o Plano de Ensino juntos. O blog, onde está o plano de ensino, foi projetado na tela e fizemos um primeiro exercício com a voz. A leitura foi coletiva, mas não foi em coro. Cada um deveria escolher trechos para ler, perceber se já havia outro leitor para calar ou para falar, com o objetivo de fazermos uma leitura comum. 

Não foi fácil, a tendência foi uma leitura monótona, com ritmo repetitivo e sem entonação expressiva. Mas seguimos assim mesmo e discutimos ponto a ponto o Plano de Curso, disponibilizado ao final desta postagem.

O item Avaliação foi bastante debatido, tratamos de critérios, dos modos de aferir os critérios, de como distribuir a pontuação, qual a participação dos estudantes neste processo, bem como a possibilidade de realizarmos uma recuperação e a importância do Histórico Escolar para a vida acadêmica.

Aprovamos todo o Plano de Ensino, deixando o item Avaliação para aprovarmos na próxima aula, dando um tempo para amadurecer todo o debate na cabeça e no coração de cada um.a. 


Atividade Prática
Levantamos e continuamos em roda, bem, às vezes mais redonda, às vezes nem tanto… nesta roda a professora Renata iniciou um passo para todos repetirmos:

Image result for passo da dança bambaê do Maranhão

pé direito à frente,
passo atrás (com esquerdo),
outro passo atrás (com direito),
mais um passo atrás (com esquerdo);
passo à frente (com direito),
outro passo à frente (com esquerdo) e
mais um passo à frente (com direito)


                    https://br.pinterest.com/pin/528187862529148625/?lp=true
                    Dança Circular dos Povos

Pareceu complicado no começo, mais difícil para uns que para outros. Ajudas espontâneas surgiram entre o grupo.
Com um tambor amarelo, com flores e fitas, a profa  Renata transformou os passos em uma dança de roda. Com o ritmo batido no tambor e o pulso da dança em grupo, o passo ficou mais fácil de ser executado.
Renata iniciou, então, o canto, ensinando a letra de uma canção que ao final foi cantada e dançada:
No meu jacá tem
Manga, jaca, caju e cajá
No meu jacá tem
Manga, jaca, caju e cajá
Oi venha ver o que leva o meu jacá
Leva pedra, concha, conta
Leva a trança do chocalho,
Do mar, o marulhar,
Do canto o cantarolar.
Oi venha ver o que leva o meu jacá
Leva pedra, concha, conta
Leva a trança do chocalho,
Do mar, o marulhar,
Do canto o cantarolar.


Caixa do Divino no blog Caixeiras das Nascentes
http://caixeirasdasnascentes.blogspot.com.br/p/caixa-do-divino.html


Ela cantava um verso e o coro respondia cantando o mesmo verso. Foi uma atividade agitada e alegre, a característica de trava língua deixou a atividade divertida. Quando todos estavam conseguindo minimamente acompanhar canto e dança, Renata foi aos poucos acelerando o andamento da canção, tornando a atividade ainda mais desafiadora e festiva.

Ela não contou pra gente, mas escreveu em seu planejamento:

- dançar e cantar o Jacá - integrar, rir, articular corpo e voz, iniciar envolvimento com ritmo, velocidade, organização do grupo no espaço -
*************************************

PLANO DE ENSINO
2018 I
1. IDENTIFICAÇÃO


COMPONENTE CURRICULAR:     CORPOVOZ I
UNIDADE OFERTANTE:    Instituto de Artes IARTE
CÓDIGO: IARTE33101
PERÍODO/SÉRIE: 1° período
TURMA:  N
CARGA HORÁRIA
NATUREZA
TEÓRICA:
15h

PRÁTICA:

75h
TOTAL:
90h
OBRIGATÓRIA: (X )
OPTATIVA: (  )
PROFESSOR(A): Renata Bittencourt Meira
ANO/SEMESTRE:     2018 I
Horário e Local das Atividades:
terças feiras das 19h às 22h30 no Laboratório de Ações Corporais - LAC
quintas feiras das 19h às 20h40 na Sala de Interpretação do LIE (Laboratório de Interpretação e Encenação)


2. EMENTA

Sensibilização e percepção do corpovoz, introdução aos estudos de estado de presença. Reconhecimento da voz e de sua corporeidade. Reconhecimento de limites e características do movimento pessoal. Investigação corporeovocal perspectivada pela musicalidade. Estudo das noções básicas sobre os mecanismos do corpovoz considerando seus aspectos técnicos e poéticos.


3. JUSTIFICATIVA
O componente aborda o conhecimento somático como fundamento e subsídio concreto para a investigação criativa dos estudantes que iniciam a graduação em Teatro, possibilitando aos mesmos um olhar mais apurado e detido sobre si mesmos como sujeitos corpóreos. A disciplina inicia os estudos a partir da fenomenologia para a construção da noção de corpovoz no campo das artes cênicas. O conhecimento encarnado (embodyment) e a percepção do corpo sonoro é complementar ao trabalho desenvolvido nas disciplinas de improvisação e ao conjunto de componentes que focam Atuação/Interpretação. Assim se articula esta disciplina no curso, em um processo de formação e atuação profissional do estudante.

4. OBJETIVOS
  • Desenvolver a disponibilidade corporal para criação de movimentos
  • Sensibilizar, organizar e entender o corpo em movimento na perspectiva somática; 
  • Conectar prática e teoricamente os aspectos perceptivos do corpo com os aspectos anatômicos e expressivos; 
  • Reconhecer que o corpo é a origem da voz e é ao mesmo tempo o seu referente perceptível; 
  • Praticar exercícios fundamentais para o desenvolvimento do trabalho corporeovocal; 
  • Estimular o desenvolvimento das potencialidades e habilidades corporeovocais; 
  • Compreender os significados expressivos da voz direcionados a atuação na cena contemporânea.
5. PROGRAMA
A disciplina foca os estudos do movimento e está organizada em tópicos que se cruzam e se articulam para cumprir os objetivos.
  • Descondicionamento gestual
    • estudo de postura: estrutura óssea, organização de forças e equilíbrio instável 
    • percepção de padrões de movimentos 
    • aquecimento, alongamento e alinhamento 
    • estereótipos

  • Autenticidade somática
    • disponibilidade para o movimento 
    • movimentos pessoais e movimentos criativos


  • Tecnologia interna
    • estratégias de movimento
    • análise dos movimentos pessoais
    • reconhecimento da dinâmica das sensações, das emoções, da imaginação, das memórias e do pensamento
    • cuidados de si 
      • noções básicas de higiene vocal 
      • postura, tônus e relaxamento cotidianos

  • Educação Somática: princípios e métodos

  • Peso e gravidade 
    • apoios, eixo, equilíbrio desequilíbrio 
    • tonicidade, relaxamento - controle e abandono

  • Espaço do corpo 
    • tridimensionalidade 
    • direções 
    • espaço interarticular 
    • vísceras

  • Respiração
    • expansão e recolhimento
    • caixas de ressonância, emissão, articuladores
    • aparelho respiratório, laringe, caixas de ressonância
    • diafragma - apoio da voz
  • Tempo e espaço
    • ritmo, pulsação, pausas e duração;
    • variações de ritmo nas ações corporeovocais
    • variação de planos e direções
  • Som e silêncio
    • Escuta e afinação
    • Elementos da musicalidade: afinação da voz, classificação, tessitura, registros; timbre, intensidade
    • cordas vocais
  • Cultura e corpovoz
    • Corpo e educação
  • Leitura dos textos
    • livro: O Papel do Corpo no Corpo do Ator: capítulo 4. Primeiras Reflexões pags. 135 a 143.
    • artigo: Conceituar a experiência - Renata Meira
    • livro: A mulher desencarnada - Oliver Sachs


6. METODOLOGIA
A disciplina será realizada com as seguintes atividades:
  • Prática de exercícios e jogos corporeovocais;
  • Improvisações orientadas em experiências somáticas;
  • Criação de movimentos individuais a partir de diferentes estímulos;
  • Leituras e debate de textos;
  • Elaboração de textos de registro e análise das práticas;
  • Estudo teórico prático de imagens:
    • imagens da educação no corpo,
    • a arte secreta do ator,
    • apostila de Ivaldo Bertazzo e outras imagens de anatomia em vida;
  • Registro coletivo das atividades no Blog www.conscienciacorporal.blogspot.com;
  • Questionários sistemáticos a ser respondido no Blog
  • Registro individual e processual da experiência em sala de aula - Caderno do Eu.   


7. AVALIAÇÃO

- presença e engajamento no processo da disciplina
15 pontos - autoavaliação (envolvimento, esforço e ações corporai; roda de ajuste das notas individuais)
15 pontos - avaliação pela docente durante as aulas, questionamento nas rodas de conversa, debates sobre leituras e participação nas avaliações como debatedor.

- leituras e atividades escritas
5 pontos - contribuiçao para o blog,
5 pontos - contribuição nas rodas de conversa e elaboração de Diários de Leitura

- demonstração de seu processo no decorrer do semestre
15 pontos - socialização do processo clara na qual a maioria dos colegas consegue questionar e comparar com seu próprio processo
15 pontos - capacidade de dialogar sobre seu processo relacionando a prática e as leituras - disponibilizar Caderno do Eu para consulta dos colegas e da professora

e texto final
30 pontos - Análise crítica do processo – a correção da professora avaliará a competência em escrever um texto que articule experiência, leituras e conhecimento. Inclui caderno do eu e diários de leitura como fonte.

8. BIBLIOGRAFIA
A biblioteca oferece treinamento para pesquisa bibliográfica e uso dos serviços disponibilizados.

Básica

AZEVEDO, Sônia Machado. O papel do corpo no Corpo do ator. São Paulo: Perspectiva, 2002.

BARBA, Eugenio, e SAVARESE, Nicola. A arte secreta do ator: um dicionário de antropologia teatral. São Paulo: É Realizações, 2012.

BOLSANELLO, Debora Pereira, A educação somática e os conceitos de descondicionamento gestual, autenticidade e tecnologia interna DOI:10.5007/2175-8042.2011v23n36p306, Motrivivência, v. 0, n. 36, p. 306–322, 2011. https://doi.org/10.5007/2175-8042.2011v23n36p306.

GAYOTTO, Lucia Helena. Voz, partitura da ação. São Paulo: Plexus Editora, 2002.

MEIRA, Renata B. Conceituar a experiência: expressividade de corpos sensíveis. Anais do VI Congresso da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós Graduação em Artes Cênicas, São Paulo, SP, 2010. Disponível em
http://portalabrace.org/vicongresso/processos/Renata%20Bittencourt%20Meira.pdf .

MILLER, Jussara. A escuta do corpo: sistematização da Técnica Klauss Vianna. São Paulo: Summus, 2007. Capítulo 2: Técnica Klauss Vianna: a sistematização: pg. 51 a 87.

Complementar

ALEIXO, Fernando. Corporeidade da voz: voz do Ator. Campinas: Komedi, 2007.

BARBA, Eugenio. Além das ilhas flutuantes. Campinas: UNICAMP, 1991.

BEUTTEN MÚLLER. M. G.; LAPORT, N. Expressão vocal e expressão corporal. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1974.

CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o movimento, volume 1: introdução à análise das técnicas corporais. SãoPaulo: Manole,1991.

FELDENKRAIS, Mosche. Consciência pelo movimento: exercícios fáceis de fazer, para melhorar a postura, visão, imaginação e percepção de si mesmo. São Paulo: Summus,1977.

GROTOWISKI, Jerzy: FLASZEN, Ludwik; BARBA, Eugênio. 0 teatro laboratório de Jerzy Grotowski: 1959—1969. São Paulo: Perspectiva: Edições SESC, 2007.

GROTOWSKI, Jerzy. Em busca de um teatro pobre. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.

GUBERFAIN, Iane Celeste (Org.). Voz em cena. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. v.1.

GUBERFAIN, Iane Celeste (Org.). Voz em cena. volume 2. Rio de Janeiro: Revinter, 2005 .v.2.

JANUZELLI, Antonio Luis Dias. A aprendizagem do ator. 2.ed. São Paulo: Ática, 1992.

MACHADO, lrlei e tal.(Org.). Teatro: ensino, teoria e prática. Uberlândia: EDUFU, 2004.

RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2003.

SHUSTERMAN, Richard. Consciência corporal. São Paulo: E Realizações, 2012.

SOARES, Carmen Lúcia. Imagens da educação no corpo: estudo a partir da ginástica francesa no século XIX. Campinas: Autores Associados, 2002.